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Teoria X - Y

30.11.2010

TEORIA X – Y Douglas Mc Gregor - 1957

 

          Uma das questões-chave na gestão de pessoas é: “Como tornar as pessoas mais motivadas, produtivas e comprometidas com a organização ?”

 

          é freqüente a reclamação: “Pagamos os salários de mercado ou até acima e sempre em dia, planos médicos, distribuição de lucros e temos um bom pacote de benefícios. Ainda assim as pessoas não se empenham mais que o mínimo !”

 

          Porém, a contraprestação do trabalho do funcionário pela organização que só pode ser utilizada pelos funcionários quando estes saem do trabalho.

 A menos que haja oportunidades no trabalho, para atender as necessidades de alto nível, tais como reconhecimento de si e do trabalho, as pessoas se sentirão privadas e seu comportamento irá refletir esta privação. Se a gerência continuar a focar  sua atenção nas necessidades fisiológicas, do tipo salário e benefícios, será inevitável a dependência dos métodos de ameaça e punição. E sob estas condições os funcionários irão insistir em crescentes demandas por mais salários.

          Quando a produtividade é baixa e o controle é imperfeito, o aumento da produção se faz através do prolongamento da jornada de trabalho e da redução dos salários.  Quando o conteúdo das tarefas funciona como um meio de equilíbrio, isto é, oferece ao funcionário um campo de ação, um meio pelo qual ele concretize suas aspirações, suas idéias e seus desejos, estamos diante de uma organização do trabalho que não reprime o funcionamento mental dos funcionários.

 

Douglas Mc Gregor professor do Massachusets Institut of Technology – MIT, em 1957 observou que o controle comportamental está na dependência. A menos que o funcionário perceba que você pode de alguma maneira afetar sua capacidade de satisfazer suas necessidades, você não pode influenciar seu comportamento. Então a natureza e o grau de dependência são fatores críticos na determinação de quais métodos de controle serão mais efetivos.

A partir desta constatação elaborou a Teoria X e a Teoria Y:

A Teoria X trabalha com a direção e controle através do exercício da autoridade.

A Teoria Y trabalha com a integração, criando condições tais que os funcionários podem atingir  metas direcionando seus esforços em torno do sucesso da sua organização, atendendo com isto as metas organizacionais, o reconhecimento e atendimento as necessidades  dos funcionários.

 

Premissas da Teoria X:

1. A média dos seres humanos tem um inerente desgosto pelo trabalho e irá evitá-lo se puder;

2. Devido a esta característica de desgosto pelo trabalho, os funcionários precisam ser coagidos, controlados, dirigidos, ameaçados com punição para conseguir que coloquem um adequado esforço para atender os objetivos organizacionais.

          A Teoria X leva naturalmente a enfatizar em táticas de controle – em procedimentos e técnicas para dizer aos funcionários o que fazer, no monitoramento do trabalho e na administração de prêmios e punições.

Premissas da Teoria Y:

1. O esforço físico e mental no trabalho é tão natural como lazer ou diversão;

2. Controle externo e ameaça de punição não são os únicos meios de conseguir esforço sobre os objetivos organizacionais. O homem exercita auto-direção e auto-controle a serviço dos objetivos para os quais está comprometido;

3. Comprometimento com os objetivos é função da premiação associada com o seu atingimento;

4. A maioria dos seres humanos aprende, sob condições próprias, não somente a aceitar, mas a buscar responsabilidade;

5. A capacidade de utilizara um alto grau de imaginação, engenhosidade e criatividade na solução de problemas organizacionais são ampla e não estreitamente distribuídas na população;

6. Sob as condições da vida industrial moderna, as potencialidades intelectuais da média dos seres humanos são somente, parcialmente utilizadas.

          A Teoria Y leva a preocupação com a natureza do relacionamento, com a criação de um ambiente que irá encorajar o comprometimento com os objetivos organizacionais e que irá providenciar oportunidades para o máximo exercício da iniciativa, engenhosidade e auto-direção para atingi-los.

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          Embora o processo de trabalho possa ser visto como um processo técnico, sua essência é social e econômica.

 

 

          O trabalho pode ao mesmo tempo ser considerado uma ação ou uma coerção, conforme a razão que animou sua realização.

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